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Os peelings consistem na aplicação de produtos em consultório, capazes de esfoliar quimicamente a pele, retirando as camadas mais superficiais e atuando no clareamento de manchas e no tratamento da acne e do envelhecimento cutâneo. Demandam um cuidado inicial com a pele, que deve ser feito em casa, o qual será prescrito na primeira consulta. Após um mês usando os produtos indicados, que prepararão sua pele para receber o peeling, você retorna ao consultório para a aplicação do peeling mais indicado para você. Existem vários tipos de peelings no mercado, cada um para determinado fim e tipo de pele. Somente após uma avaliação minuciosa de sua pele e o preparo domiciliar adequado, eles poderão ser feitos com sucesso.

Quando bem indicado o peeling pode promover resultados excepcionais, principalmente no fotoenvelhecimento. Pode ser realizado em qualquer época do ano, embora seja mais indicado no inverno, para que o excesso de sol não atrapalhe a recuperação da pele. Além do tratamento de manchas, acne e rugas, os peelings são utilizados também, no tratamento de cicatrizes, poros abertos e flacidez.

Os peelings químicos também podem ser feitos no corpo, como: pescoço, colo, braço e mãos, respeitando as restrições e características de cada local. A pele do corpo tem maior dificuldade na cicatrização e podem ocorrer mais complicações. Os peelings são classificados, conforme a sua capacidade de penetração, em superficial, médio e profundo. Esse critério, porém, não é absoluto, pois o mesmo agente e concentração poderão ser superficiais para uma pele grossa, sem preparo, e médio para uma pele mais fina, muito preparada.

A indicação é o mais importante na realização do peeling químico e cabe ao médico, com sua experiência, analisar o tipo de pele, o tipo de lesão e o procedimento a ser utilizado. A pele do rosto, devido à presença maior de folículos sebáceos, se regenera facilmente, pois são elementos essenciais para a cicatrização. O paciente, por sua vez, deve entender o processo, conhecer seus passos, limitações, duração da recuperação e ter uma expectativa real do resultado esperado. Os pacientes de pele clara (louros, morenos-claro) são os que têm menor risco de hiperpigmentação ou hipopigmentação, mas as de pele morena também podem ser submetidas a esses procedimentos, porém o preparo da pele deve ser mais longo e os cuidados posteriores, maiores.

PEELING SUPERFICIAL
Age na epiderme, que é a camada mais superficial da pele e não apresenta grandes problemas após sua aplicação. Pode ser realizado com as seguintes substâncias: ácido retinóico, glicólico, tricloroacético, salicílico e pasta de resorcina. É realizado com intervalos que variam de uma semana a 15 dias, numa série de 5 a 6 peelings. Eles são aplicados no rosto limpo e desengordurado, e o tempo de permanência depende do tipo de peeling aplicado. Sua indicação é para rugas muito suaves, manchas superficiais da pele, acne leve e fotoenvelhecimento leve.

PEELING MÉDIO

Provoca destruição dos tecidos, removendo parcial ou totalmente a epiderme, atingindo o nível da derme papilar. Apresenta poucos riscos e complicações. Pode ser realizado com os seguintes ativos: ácido glicólico, tricloroacético, pirúvico e fenol. Em geral, é aplicado uma única vez, mas pode ser repetido mensal, bi ou trimensalmente. Logo após sua aplicação, ocorre um branqueamento da pele, seguido por um eritema, que de 24 a 48 horas é substituído por escurecimento rosado da pele, de duração variável (média de uma semana). A indicação desse peeling é para a pele fotoenvelhecida, melhorando rugas e sulcos suaves a moderados, para cicatrizes superficiais, queratoses actínicas e alguns casos de hiperpigmentação. O peeling médio mais utilizado é o de ácido tricloroacético 35% em associação com Solução de Jessner.

PEELING PROFUNDO

Destrói totalmente a epiderme e sua profundidade e atinge até o nível da derme reticular. Apresenta riscos maiores de complicações, como hipocromias (manchas claras), hipercromias (manchas escuras) e cicatrizes. Pode ser realizado com acido tricloroacético e fenol. O peeling profundo mais utilizado é o de fenol. O paciente deve ser submetido a uma sedação leve e, após limpeza e desengorduramento da pele, inicia-se a aplicação da solução, que é realizada por áreas: região frontal (testa), em seguida região infraorbitária (ao redor dos olhos), região malar (bochechas) e, por último, a região perioral e mentoniana (queixo), com intervalo de 20 minutos entre as aplicações. Logo após a aplicação, em decorrência da coagulação das proteínas, a pele torna-se branca (frost), e é acompanhada por ardor (que varia de leve a intenso). A seguir, coloca-se uma máscara que permanece por 48 horas. A aplicação é dolorosa, devendo o paciente receber analgésicos e antiinflamatórios durante as primeiras 12 horas após o peeling. A maior indicação desse processo é para o envelhecimento severo da pele e para cicatrizes de acne.

PREPARO DOMICILIAR PRÉ-PEELING

É um período que pode ser de alguns dias a semanas antes do peeling, reservado à preparação da pele, incluindo hidratação, fotoproteção, eliminação de manchas preexistentes e diminuição suave da espessura da camada córnea, que é conseguida com a aplicação de cremes à base de ácido retinóico e hidroquinona. O ácido retinóico melhora a capacidade de cicatrização, pois aumenta a proliferação de queratinócitos, provoca angiogênese e neocolagênese (proliferação de vasos e colágeno, respectivamente). A hidroquinona dimimui a capacidade responsiva dos melanócitos, sendo essencial para evitar a hiperpigmentação pós-inflamatória (manchas escuras). Uma observação importante é que ela não deve ser usada por mais de 4 meses.

Todo paciente, mesmo sem história prévia de infecção pelo vírus do herpes, deve ser medicado com antivirais antes da realização de peelings médios ou profundos. O tratamento deve continuar por dez dias após o procedimento. Isso é necessário devido à grande agressão à qual a pele é exposta, facilitando a proliferação viral.

O peeling deve ser indicado e realizado pelo médico. Somente o especialista é capaz de escolher o melhor produto químico na concentração adequada e também dominar os efeitos colaterais que possam estar envolvidos. Mesmo no caso dos peelings superficiais é importante avaliar a capacidade de resposta e a cicatrização da pele, além das relações custo – benefício do procedimento em questão.