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Rejuvenescimento da linha da mandíbula sem cirurgia – é possível?

O tema de hoje é algo que incomoda muito as mulheres acima de 40 anos e que fica geralmente em stand by, até que elas resolvam encaram uma cirurgia de lifting facial. Recentemente, enviei um trabalho científico para o próximo Congresso Brasileiro de Cirurgia Plástica que acontecerá ainda este ano em Belo Horizonte e resolvi falar um pouco da técnica aqui pra vocês, uma vez que ela pode ser uma opção mais para a solução deste problema.

A proposta é o uso de três tecnologias da estética facial para a elevação dos tecidos que “caem” na linha da mandíbula e alteram significativamente esse importante elemento estético da face.

Em primeiro lugar, vou tentar explica para vocês, de uma maneira didática, o que ocorre com essa região.

A medida que envelhecemos, os tecidos faciais, digo, músculos, fáscias, bolsas de gordura, etc., ou seja, tudo o que está debaixo da pele, tende a “escorregar” … Esse escorregamento, ocorre pela ação da lei da gravidade, pela perda de importantes elementos que contribuem para sustentar a face (diminuição de estrógeno, colágeno, substâncias constituintes da derme) e pela absorção óssea que o esqueleto facial sofre com o tempo.

O resultado é a falta de volume no andar superior, próximo aos olhos, e o excesso de volume no andar inferior…. Os tecidos, literalmente sobram e se acumulam próximo à boca e ao lado do queixo, deixando, invariavelmente, um excedente que envelhece, rouba beleza e diminui a atratividade.

O que se fazia até então, era aguardar mais alguns anos, até que o uso do bisturi se tornasse justificado. Ou seja, até que o custo benefício de uma cirurgia facial fosse positivo. Mas e até esse dia chegar¿¿¿ O jeito era conviver com a alteração estética e tentar minimizar o problema com sessões intermináveis de laser, creminhos com promessas de mágica (que são somente promessas) e tratamentos estéticos com pouco ou nenhum efeito. E o que é pior… muitos gastos!….

Então as técnicas se e pensando em unir forças em favor da beleza iniciou-se um tratamento diferente. A técnica usa 3 produtos para elevar e sustentar a face. O efeito dura cerca de 2 anos….

Primeiro usa-se toxina botulínica para relaxar a musculatura do pescoço. O famoso efeito Nefertiti torna-se então visível, o que faz com que a força do musculo platisma que traciona a face para baixo, seja enfraquecida ou mesmo anulada.  A aplicação da toxina botulínica em pontos específicos torna este feito possível e o primeiro passo do tratamento está feito. Alguns dias após, procede-se com a 2ª etapa. Momento em que fios de sustentação são posicionados na tentativa de fixar os tecidos ptosados (caídos), em pontos de ancoragem no andar superior da face . Com a musculatura já relaxada pela toxina, essa elevação torna-se muito mais efetiva. Após alguns dias, quando a fibrose ao redor do fio já estiver mais evidente e então o efeito do mesmo já tiver se consumado, o tratamento é finalizado realizando-se o preenchimento dos vincos e depressões remanescentes com um produto de preenchimento específico. O resultado final é a elevação dessa parte da face, e a atenuação das alterações estéticas da linha da mandíbula.

A meu ver, como cirurgiã plástica e atuante na área de atuação médica “estética”, trata-se de uma mescla de técnicas já consagradas para tratar uma alteração estética até então apenas suavizada pelo tratamento isolado de uma ou outra técnica. Juntando os efeitos físicos de 3 modalidades, é possível o efeito lifting de uma maneira satisfatória e suave!